Por: Ricardo Mignone – Jornalista
Marataízes, a Pérola Capixaba, foi o primeiro balneário a atrair turistas no Espírito Santo. Isso lá pelo início dos anos 30. E cachoeirenses começaram a pegar a maria-fumaça e vir desfrutar das praias maratimbas.
Muitos construíram casas de veraneio na cidade, na época um distrito do Município de Itapemirim. Nas décadas seguintes, Marataízes recebeu mais e mais veranistas, chegando ao ápice como destino turístico entre os anos 70 e 80.
Nessa época, a população flutuante da cidade durante a alta temporada beirava 100 mil pessoas. E a alta temporada não era restrita apenas a janeiro. Dezembro, fevereiro e julho eram meses com a cidade lotada de “gente de fora”.
Mas o que aconteceu com Marataízes? A cidade, emancipada em 1996, perdeu o status de destino turístico nos últimos anos e no dia de hoje, 15 de julho, está vazia, sem turistas, quando antigamente a movimentação de turistas em julho era comparado a janeiro.
de Janeiro e Vitória. E tem o principal: não existe astral como aqui em Marataízes (sou suspeito para opinar!). A cidade tem um clima diferente. E não estou falando de meteorologia.
A atual Administração, do prefeito Toninho Bitencourt (Podemos), tem tudo para mudar a cidade para muito melhor no turismo. Tem vontade política e gente capacitada. E muita vontade de acertar!
Várias entidades e órgãos como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) e a Agência de Desenvolvimento Regional do Espírito Santo (Aderes) têm programas e ferramentas que podem ajudar a alavancar o turismo.
São muitas as alternativas para Marataízes se reinventar.
Este artigo não tem o objetivo de apresentar soluções. São apenas sugestões de um cachoeirense praticamente nascido em Marataízes e apaixonado desde sempre pela Pérola Capixaba, que vai voltar a brilhar! Não é futurologia. É certeza!

Ricardo Mignone é jornalista formado em 1989 na UFES, com MBA em Mercado Financeiro e Derivativos na USP/FACAMP.


